Segundo Gee, sem pressão, as primeiras composições começaram a sair.
“Nós começamos lançando três músicas no iTunes, sem o compromisso de lançar um álbum. Porém, a receptividade foi tão boa que o Rick Bonadio [produtor] já nos chamou para um reunião e começamos o processo”, disse o guitarrista Gee, em dia de maratona de entrevistas por telefone para divulgação do mais recente trabalho.
O NX Zero teve um mês para pré-produção. O material que ia e voltava para Di foi reunido e começaram a fazer as músicas. “Foi no estúdio Midas que tudo tomou forma, e mais rápido, não teve enrolação, esse é um disco espontâneo”, disse Gee.
“Em Comum” traz 12 músicas e letras e estrutura delas mostram o amadurecimento proporcionado pela estrada que a banda já rodou nesses 11 anos.“Quando se fala em amadurecimento não quer dizer que é chato. Esse novo disco abriu para nós um novo leque e um outro jeito de compor”, disse Gee. Para ele, o importante é viver com intensidade cada fase.
Em “Projeto Paralelo”, de 2010, o NxZero fez uma parceria com o rapper Emicida que ainda rende frutos. O que se ouviu naquele disco, porém, é diferente do que está no “Em Comum”. “Eu estava louco para ouvir esse disco pronto e para ser sincero eu tinha muito medo. Me cobrei demais enquanto criava algumas melodias em casa e sempre com aquela pergunta na cabeça: ‘será que tá legal?’”, disse o guitarrista Gee.
Este ano também foi um marco para o NxZero no quesito turnê. Em agosto passado, eles fizeram três shows no Japão. “Nem comentamos com muita gente antes de ir por medo de não dar certo”, disse Gee. Com a equipe completa, eles tocaram em Hammamatsu, Nagoya e Gunma. “Quando chegamos lá, a única coisa que eu queria era aprender a falar algumas palavras. Sem chance. O máximo foi ‘eu não sei falar japonês’. É tão louco que até para pedir comida a gente, às vezes, tinha que ir pela imagem, pelo nome do prato era impossível”, disse Gee.
Fonte: correiodeuberlandia
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