quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Di Ferrero sobre NX Zero: ‘Crescemos e estamos mais tranquilos’:


Depois de 10 anos de estrada e três sem lançar material inédito, a banda paulistana NX Zero coloca nas prateleiras seu novo CD, “Em comum”. Bem diferente dos outros trabalhos, esse álbum é cheio de letras leves, como a de “Sem hora para voltar”, que traz frases de Zeca Pagodinho (“deixa a vida me levar”) e Barão Vermelho (“pro dia nascer feliz”).

- Sinto que esse é um disco bem-resolvido, simples, clean. E não falo só das músicas, mas da banda mesmo. Crescemos e estamos mais tranquilos. Nossos discos anteriores eram uma porrada, mas esse novo não. Ele é mais relax, pode ser ouvido a qualquer hora - diz o vocalista Di Ferrero, que, há sete meses, se mudou para o Rio, onde mora com a namorada, a atriz Mariana Rios. - Escrevi a maior parte das letras de frente para o mar, então isso também afetou o trabalho, que ficou num clima mais relaxado.

O compositor ainda conta que, se antes precisava passar por alguma experiência para, depois, escrever sobre ela, agora, ele se entrega à imaginação:
- Eu curti inventar situações. Às vezes lia um livro ou via algum filme e me inspirava naquilo para escrever. Numa das músicas, por exemplo, citei o Zeca Pagodinho. Foi um desprendimento meu - explica.
Segundo o rapaz de 27 anos, foi a maturidade que se abateu sobre o NX Zero e fez o grupo mudar de rumo. Na faixa “Maré”, o cantor fala que “com o tempo a vida faz crescer e aceitar”, sabedoria que vem a calhar para uma banda que já foi tão criticada pelo som pop e pelas letras melosas, quase “emo”.
- Os tempos são outros. Hoje, tenho mais maturidade para dar entrevista, para compor e até para ouvir críticas. Antigamente, quando tinha 20 anos, ficava mexido, mas agora não me deixo afetar. Sei como [o showbiz] funciona.
Esse tempo que trouxe a maturidade do NX Zero também foi o que acabou deixando os cinco músicos - Di, Dani (bateria), Caco (baixo), Fi e Gee (guitarras) - mais separados. Apesar de excursionarem e gravarem juntos, eles já não se veem tanto quanto na fase inicial da carreira. A banda é justamente o que os garotos têm em comum.
- Vem daí o nome do CD. Depois de 10 anos, cada um de nós está vivendo um momento diferente: alguns estão casados, outros namorando, ou até vivendo em cidades distintas. O NX é o nosso grande encontro. Temos a noção de que, daqui para frente, nossas vidas vão ficar cada vez mais separadas, mas nunca podemos perder esse elo, que é a banda - afirma Di.

Fonte: oglobo

Di Ferrero explica "Em Comum" faixa a faixa:

Tem alguma dica pra quem vai ouvir "Em Comum" pela primeira vez?
Esqueça todos os álbuns do NX Zero. Só feche os olhos e ouça.  
Leia a entrevista completa aqui.
1. "SEM HORA PRA VOLTAR"
Essa é para ouvir no carro bem alto, é alto astral, música de rolê. Escrevi de frente pro mar. Não tem o tom sério das outras faixas do disco. É bem para cima. 
2. "MARÉ"
Nessa, me inspirei em "Cotidiano", do Chico Buarque, sempre amei essa música. Surgiu de uma conversa com uns amigos meus, que não conseguiram seguir na música e hoje tem outras profissões. Ela conta duas histórias, na primeira estrofe de uma mulher e na segunda de um cara que bebe demais. A música fala sobre não deixar a maré levar, de correr atrás.  
3. "LIGAÇÃO"
Ligação não passa de uma conversa de momento, que pode ser com qualquer pessoa, com namorado. Não gosto de falar que é de namorado porque algumas pessoas podem ter passado essa situação com um pai, amigo. Fala sobre um momento simples, uma história sobre uma ligação por telefone.
4. "HOJE O CÉU ABRIU"
Ela é uma música que tem bastante a dizer. Ela fala um pouco da carreira do NX, que você tem que ser guerreiro todo dia, porque se não a onda passa e te leva. Uma mensagem positiva, inspirada nas vivências da banda.
5. "ESPERO UM SINAL"
Essa é tipo um xaveco romântico. É quando você troca uma ideia com um amigo. É uma conversa de bar entre homens falando sobre uma mulher.
6. "EM COMUM"
Fiz depois de ter uma briga com o Dani (baterista do NX Zero). A gente viu que pensa diferente, mas tem algo em comum, que é a banda. Eu moro no Rio, o Dani está casado (com a cantora Pitty), cada um na sua casa e a gente se junta pra fazer som, o que a gente curte mais fazer. Esse disco, essa carreira, é o que a gente tem em comum.
8. "GUERRA POR PAZ"
Uma música mais política, foi um sonho abstrato que eu tive. Pensei em uma criança que não sabe nada do mundo e fica se perguntando o porquê das coisas. Perguntando sobre essa contradição da gente fazer guerra pra procurar paz.
9."VOCÊ ME FEZ"
Essa é um poema, na verdade. São todas rimadas, queria fazer nessa meio o que o Nando Reis faz com as músicas deles. É um pouco mais complexo de fazer, de encaixar na melodia.
10."PEDIDO"
Imaginei um pai ausente que quer se redimir. Para mim foi um desafio, imaginei essa situação, e tem que ser realmente sincero pra contar a história de outra pessoa. Tem um monte de gente que faz isso de um jeito bom. Como o Renato Russo, que criou umas histórias como "Faroeste Cabloco". Essa é o começo de alguma coisa que vai amadurecer mais ainda.
11."ESTRADA"
Essa música é sobre o que aconteceu com a gente no começo da carreira. Como se fosse a mãe falando: 'vai, segue teu caminho. Aqui é até onde consigo te ajudar. Agora é contigo'.
12."NADA MAIS É COMO ERA ANTES"
Essa é uma balada mesmo, com violão, sobre uma pessoa que não está mais com a outra. Ela é bem simples. Quando a gente fez ela pensou naquelas baladonas, feitas pelo Paralamas do Sucesso, pelo Herbert (Vianna).

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Di Ferrero fala do novo disco:


Do primeiro disco pra cá, as composições de vocês passaram de uma mensagem lamuriosa pra algo mais subjetivo, quase religioso, falando de paz, oração, céu. Isso é um amadurecimento? Como foi esse processo?
No começo eu tinha 18 anos, vivia o que eu escrevia. Estava na escola, a banda começando a dar certo, vivia o meu mundo, tava afim de tocar, gostava de uma menina e queria sucesso. Aí o tempo foi passando e qualquer pessoa muda muito. Hoje a gente está no pós-10 anos de banda, cada um já mora longe do outro, já vivendo outras paradas. Não preciso mais viver pra escrever. Então criei sensações. Realmente tiveram vários momentos do tipo orações, como você falou. Em ‘Só Rezo’, por exemplo, foi uma parada em que a gente foi lá no Morro do Alemão, no Rio de Janeiro, e ficamos sensibilizados. Esses dias li uma matéria dizendo que John Lennon precisava sofrer pra escrever, já o Paul [McCartney] inventava suas letras. Dessa vez eu consegui inventar, pela primeira vez, sem viver pra escrever. Em ‘Maré’, nossa nova música de trabalho, eu tive a ideia da letra ouvindo ‘Cotidiano’, do Chico [Buarque], que fala de alguém que faz tudo sempre igual. Ao mesmo tempo, um amigo meu tinha estudado a vida inteira pra seguir um caminho e hoje rola uma frustração porque vive algo totalmente diferente. Então consegui escrever vendo situações de outras pessoas.Vocês protagonizaram a febre pop do hardcore melódico, as bandas queriam provar algo, crescer, o público era muito ativo.
Anos depois, como é produzir um disco sem estar preso a nenhum rótulo, nem tendo que provar nada a ninguém? Andam experimentando coisas novas?
Esse é o disco que a gente não parou pra pensar, a gente fez. Desde a época que rotularam de emo, era aquela provação pra gente mesmo. ‘Esses moleques que estão aí na mídia, que estão querendo fazer isso e aquilo’, diziam. Mas ainda assim a gente manteve a cabeça no lugar. Hoje em dia, olhar pra trás é a maior loucura. Finalmente, desprendido de tudo, depois de um DVD de 10 anos, é o disco que a gente mais tentou fazer coisas diferentes. Um disco mais clean, diferente dos outros.
Novas influências?
No Nx a gente sempre ouviu coisas diferentes, mas nunca conseguiu colocar em prática. Dessa vez foi diferente. Como falei, gosto muito do Chico [Buarque] e ele foi influência, com toda a humildade, é claro. O Dani ama Nação Zumbi e conseguiu explorar um groove a mais nas novas composições. Estamos melhorando nesse sentido, porque antes todo mundo queria fazer muita coisa, eu queria cantar na nota mais alta, eles queriam colocar muita guitarra, solar ao mesmo tempo. Quanto mais o tempo vai passando talvez isso vá melhorando na gente.
Hoje você mora no Rio, certo? Como é morar longe da banda? No que isso ajudou ou atrapalhou na hora de compor o novo disco? 
Eu e o Gee não nos desgrudávamos. A gente vivia perto, compondo. Agora eu estou noivo, o Dani se casou, o Gee mora sozinho, então é legal, antes a gente vivia junto, agora cada um tem sua vida e a gente continua tocando. Na produção desse disco, Gee me mandava uma música e eu escrevia a letra por lá. Acabei escrevendo algumas de frente pro mar, na sacada do apartamento, brisando. Isso fez muita diferença.O Rio tem bastante coisa. Tem um bar lá onde sempre tem show, esses dias rolou um Jorge Ben. Eu sempre colo com os caras do Afroreggae, ensaio de escola de samba, tem sido bem diferente [de São Paulo]. 
Anda produzindo alguma coisa solo no Rio? Projeto paralelo, parceria, o que vem por aí?
Como já estou por lá há sete meses, já tenho muitas pessoas com quem eu conversei, provavelmente vou acabar fazendo algum projeto pra tirar uma onda. Até tenho saído bastante com a galera d’O Rappa, então futuramente deve vir alguma coisa por aí sim.
Vocês acabaram de voltar de turnê pelo Japão. Conta mais como foi por lá.
Quando rolou o lançamento do disco ‘Em Comum’ no Brasil a gente estava por lá. Por incrível que pareça, a gente tinha público nos shows. 90% era brasileiro. Só em uma das três cidades em que a gente tocou os japoneses conheciam nosso som, porque um brasileiro que trabalhava numa rádio de lá colocou a gente pra tocar. Uma menina até fez uma versão de ‘Cedo Ou Tarde’ em japonês, ficou engraçado, aí a gente chamou ela pra cantar no palco.
E como tem sido a repercussão do novo disco com o público? Os fãs acompanharam a mudança da banda?
A gente ficou com receio no lançamento, porque o disco tem uma vibe diferente. Mas acabou sendo ao contrário e a aceitação foi melhor do que no último [‘Projeto Paralelo’], porque tem muito fã que cresceu, já está na faculdade, vai no show de carro, e acabou curtindo o papo das letras. A galera está esperando show de lançamento, a gente até teve uma ideia de fazer um show só pra fãs, chamado Setlist, onde a galera escolhe o que vai tocar. A gente reservou sete dias no Hangar 110, pra poucas pessoas, em setembro. Já o show de lançamento vai ser daqui a dois meses, em São Paulo. Já tem alguns marcados no Sul também. Vai ser totalmente diferente, bastante música nova. Agora é só esperar.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

[FOTOS] NX Zero grava participação no programa “Take Dois com Phineas e Ferb”.

A primeira versão brasileira do programa “Take Dois com Phineas e Ferb”, do Disney Channel, contará com a participação especial do NX Zero!
Esta participação dos meninos do NX Zero faz parte de uma série de curtas produzida com convidados renomados da América Latina, legal né?
Para se ter uma ideia, nos EUA já passaram pelo famoso sofá do “Take Dois com Phineas e Ferb” gente como Taylor Swift, Ben Stiller, Jack Black, Seth Rogen e Emma Roberts.






O “Take Dois com Phineas e Ferb” vai ao ar no próximo domingo (12), no Dia do Ornitorrinco, que terá uma programação especial das 11h às 20h, com os melhores momentos do mascote Perry.

[Entrevista antiga] Agenda mais entrevista NX Zero:

Todateen entrevista Di Ferrero:

Entrevista com Di Ferrero

tt: Sobre o novo álbum, que surpresas podemos esperar? Mudou muita coisa em relação aos outros?
Di: “Faz três anos que a gente não lança um álbum só de músicas inéditas. A gente lançou o “Projeto Paralelo” e o DVD de 10 anos da banda. As coisas que mudaram foram basicamente que nós crescemos enquanto pessoa, uns foram morar em outras cidades, outro casou. A nossa vida meio que deu uma mudada nesses dez anos de banda, então isso influenciou diretamente nas músicas, nas letras.Foi muito legal isso porque pudemos experimentar coisas diferentes, influências, coisas que sempre quisemos fazer e não tínhamos maturidade, agora tá tudo nesse álbum. Estou me sentindo mais feliz de tocar uma música como “Maré”, mas era difícil falar sobre esse assunto e fazer as músicas desse jeito, por isso, está sendo muito legal”.

tt: Maré já é uma das músicas mais baixadas do Itunes. Como surgiu a ideia da música?
Di: “Maré é uma música que o Gee fez e mostrou pra gente. É uma bossa nova, tocada no violão de nylon e nem era para o NX primeiramente. Era uma música que estava ali e eu pirei. Gostei da melodia e começou a vir uma letra com duas histórias, uma na primeira estrofe e outra na segunda e depois dá o recado: “não deixe a maré te levar”. Foi uma loucura!  A música era uma bossa nova e virou rock´n´roll”.

tt: A Mariana Rios já fez uma parceria com o Exaltasamba. Vocês pensam um dia em fazer uma parceria?
Di: “Ela já participou do clipe “Onde Estiver” e por enquanto é isso”.

tt: Mas e cantando?
Di: “Ela tem a carreira dela, eu tenho a minha e mistura demais. A gente canta junto em casa, brinca, toca junto. Mas só coisa de quem toca junto mesmo, mas agora ela está superocupada gravando novela. Quem sabe um dia…”


(x)

sábado, 4 de agosto de 2012

Quer conhecer o NX Zero? Participe do Acesso Ao Artista!


Na próxima quarta-feira, 8 de agosto, o Acesso MTV recebe a banda NX Zero nos estúdios da MTV. E além de divulgar a estreia do clipe 'Maré', os meninos vão participar do quadro Acesso ao Artista. Neste dia, quem quiser ficar pertinho da banda poderá ir até a porta da MTV, antes das 13h, vestindo ou trazendo camisetas da banda. Os integrantes do NX Zero vão escolher a camiseta mais legal e a dona ou o dono dela vai subir no estúdio do Acesso para conhecer a banda, a MariMoon e a Titi! É só chegar na porta da MTV na quarta-feira, 8 de agosto, e torcer para ser escolhido! O Acesso MTV vai ao ar às 13h, ao vivo!